domingo, 29 de janeiro de 2012

Como música de Otto, Dias de Janeiro.

Tudo novo de novo, porém por novos ângulos se enxerga diferente a dádiva que é essa bela vida me foi dada.

Sinto-me renovada após esses dias que foram tão especiais.
Conhecer e reconhecer pessoas tão bacanas no início do ano só pode ser um sinal de que o ano há de ser bem bom!

Fiquei 17 dias na praia, nunca havia vivido essa experiência.
Fiquei em três pousadas e um cafofo. Convivi com turmas distintas e conheci pessoas de muitos lugares, todas bacanas.

Andei sozinha pela praia pensando nas coisas que estavam para trás, no que queria pela frente.Estava procurando algo e não sabia sequer o que era; quando dei conta, me encontrei, e confesso que estava com saudades de mim.

Ter a presença da minha amiga Vanessa foi fundamental nesse processo, pois ambas estavam sem pretenções, querendo fugir um pouco da realidade, das obrigações, cobranças, cidade, pedras e cinza. Nos identificamos tanto na sintonia da trip,  e para minha surpresa não reencontrei apenas a mim, mas também a uma grande amiga que estava distante por motivos corriqueiros.

Mais um sinal de que as coisas estão bem. Coisas boas que perdemos pelo caminho, com amor se retomam.

Dias de sol, dias de chuva, dias de reflexão, dias de gargalhadas, dias de janeiro. Vamos recomeçar bem, vamos tentar praticar mais o bem e tentar pensar mais no dia de hoje. Vou tentar deixar o amanhã para amanhã. Despretencioso como minhas expectativas.

Queria agradecer a vida. As pessoas que comigo conviveram,  a beleza dos detalhes, de uma concha na areia, um sol no ponto de fuga. As risadas, constatei o óbvio. Que um dos maiores prazeres da vida é rir. Desculpem-me os infelizes, mas sorrir,  rir, gargalhar, transbordar as alegrias que ficam dentro do peito, exprimir isso tudo é apenas expressar o que há de bom dentro de si. É tão simples.

Não vou me esquecer da praia de Ferrugem, do blues no bar da praia, de ouvir Clube da esquina 2 olhando para o mar, da noite com os hermanos em Ferrugem, das estradas no escuro ao som de Natiruts, das dunas e o tombo de 360 graus a la avestruz, dos barquinhos na Guarda, no Biruta a Van e eu dançando descalça nesse barzinho (como ficar com algo no pé incomodava), do luau até as oito da manhã também em Embau, de mim e da Van rindo, rindo, rindo... posso não lembrar de todos os diálogos que tivemos,lembrar até menos do que deveria, mas as maiores lembranças que tenho da Van, somos nós duas rindo até cansar e rir mais, ora sob efeitos etílicos, oras não. Nem preciso fechar os olhos para lembrar dessas cenas, de tão vivas que são.

Espero ter mais momentos assim e mais paciência para os que não se parecem tanto com o que vivi nesses dias. 















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